Blog do Tas

CQC 259

13 de abril de 2014, 22:43

Escrito por marcelotas

Ilustra: Savon  (enviada via Rede do Tas)

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CQC 259

Band, 22h30

Entre outras:

50 x 50: FALCÃO

EM SINGAPURA COM O HOMEM ARANHA

CQSABE: LINGUAGEM DE MANO

TORCIDA VIP: PORCHAT, ANDERSON SILVA, RAFAEL CORTEZ

PROTESTE JÁ: FALTA D’AGUA E POLUIçÃO

50 PERGUNTAS: PAULO COELHO

SEM FILTRO: POR QUE ADULTOS FICAM BÊBADOS?

ATRAS DO ALCKMIN

TWITTER DELIVERY

OS PICARETAS: O DIAMANTE PERDIDO

CQC DOC: O TREM “A BESTA”

O SURGIMENTO DE UMA FAVELA NO RIO

OLHO x OLHO: BARULHO

TOP 5

SEM SAIDA: É O TCHAN

 

Paulo Coelho recebe o CQC na casa dele na Suíça (Foto: CQC/ Band)

 

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AVISO AOS NAVEGANTES: este roteiro é apenas um guia. Poderá sofrer alterações, amputações e inversões até a hora e, principalmente, durante a transmissão do programa, que é ao vivo. Relaxem e divirtam-se. Bom programa a todos!

A sinceridade do público que assiste TV

11 de abril de 2014, 14:46

Escrito por marcelotas

 

Hoje de manhã, uma senhora disparou essa na minha cara com muita doçura:

- Puxa, como voce é simpático pessoalmente. Nem parece aquela cara da TV.

 

Eu amo a sinceridade do público. Quer falar alguma coisa? A hora é essa, manda vê aqui nos comentários ;)

 

CQC pesquisa: violência contra mulher

08 de abril de 2014, 15:44

Escrito por marcelotas


Povo mostra duas opiniões diferentes sobre violência contra a mulher (video: CQC/Band)

 

No CQC desta semana abordamos o assunto do assédio e violência sexual contra as mulheres, que esteve presente na mídia recentemente por conta de uma pesquisa mal costurada e pateticamente divulgada e depois desmentida pelo IPEA.

Vai acima video onde abordamos o assunto de uma forma inusitada. Mostramos primeiro a opinião das pessoas diante do nosso repórter Mauricio Meirelles. Depois mostramos o que elas dizem a um outro repórter, não caracterizado de CQC, com a câmera, supostamente, desligada.

Abaixo vai um texto do publicitário Mentor Muniz Neto, da Bullet, escrito e publicado por ele no Facebook, ontem mesmo, ainda no calor do momento onde ele assistiu a reportagem na Band.

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CQC MOSTRA A VIOLENCIA CONTRA A MULHER

Texto de Mentor Muniz Neto

Ontem falei de Darcy Ribeiro. Aí à noite, assistindo ao CQC, lembrei de outro trecho de sua obra máxima, “O Povo Brasileiro”. A certa altura, Darcy fala de como os escravos eram selecionados para vir ao Brasil. Segundo ele, a cada dez ou doze negros, os portugueses traziam uma ou duas garotas de 12 ou 13 anos que obviamente, não seriam usadas no trabalho, mas sim entregues ao senhor de engenho para lhe “servir”.

Conta ainda que a mulher oficial não questionava essas escapadas do marido, mas que se ele se “frequentasse” demais a moça, mandava, por exemplo, arrancar-lhe todos os dentes para enfeiá-la.
Darcy Ribeiro dá detalhes de como se estabeleceu desde aí a relação de posse do homem sobre a mulher no Brasil do século XVI. Conta como em São Paulo o poder masculino resultou numa enorme mistura de raças em pouquíssimo tempo. O homem podia tudo.

Corta para o CQC de ontem.

Duas matérias. Na primeira, um repórter entrevista gente na rua e repete a fatídica questão do Ipea:
Dependendo das roupas uma mulher merece ser estuprada? Todo mundo responde que não. É claro que não. Aí o repórter desliga o microfone e começa a conversar com o entrevistado, sem que ele saiba que está sendo gravado. Sugere como “tem mulher que provoca…que exagera”. É só o que precisa para o senhor de engenho de cada um aflorar. Todos os entrevistados, sem exceção, imediatamente mudaram seus discursos, concordando com o repórter que “está demais…que elas provocam mesmo…depois não sabem porque são estupradas.” Mas o programa não parou aí.

Uma outra matéria colocou os homens à prova novamente. Uma atriz numa balada, acompanha uma amiga simulando estar bêbada para uma sala fora do agito. A atriz pede a um rapaz que cuide da amiga enquanto ela vai pagar a conta. Invariavelmente o rapaz assediou a amiga bêbada.

Tas informou depois da matéria, que praticamente todos os rapazes “testados” assediaram a atriz.
Pobre povo que somos. Uma imensa maioria de machistinhas atávicos. Gerações e mais gerações de homens tendo as mulheres para “lhes servirem”, está aí o resultado. Não tem Ipea que registre isso.
Não tem pesquisa que arranque essa verdade. E infelizmente, não vai ser fácil mudar essa situação à base de hashtag. Anota aí mais essa: Outra notícia de ontem dá conta que 30 “encoxadores” são identificados no Metrô, todos os dias. São milhares por ano. O ponto deste post é que essa gente toda não é depravada, nem criminosa. É muito pior que isso.

São brasileiros com o caráter deformado por anos e mais anos, gerações sobre gerações que cresceram com uma educação calada, não verbalizada. Um clubinho, um band of brothers na ideia de que devem exercer suas libidos sempre que houver uma “oportunidade”. A luta das mulheres pode ter avançado muito no que se refere à representatividade e à independência. Olha aí a Presidente mulher.

O gap entre os salários pode ter diminuído. Mulheres em posições de liderança são comuns em todas as áreas. Mas eu, como pai de três mulheres, desconfio e lamento que a briga pelo respeito mais básico e cotidiano ainda está longe de ser conquistado.